sexta-feira, 30 de abril de 2010

Reunião do Setor de Luta por Moradia - 05 de maio




Proposta de pauta:

-repasse da ap estadual
-apresentação dos textos de conjuntura
-repasse das visitas
-repasse das intituições(camara, imprensa, Ministerio Publico, sec de habitação...)
-leitura coletiva do historico de cada area
-plebiscito nacional e dia nacional de luta por moradia urbana

OS DIAS DA CUMUNA - Bertold Brecht




Considerando nossa fraqueza os senhores forjaram
Suas leis, para nos escravizarem.
As leis não mais serão respeitadas
Considerando que não queremos mais ser escravos.
Considerando que os senhores nos ameaçam
Com fuzis e com canhões
Nós decidimos: de agora em diante
Temeremos mais a miséria do que a morte.



Consideramos que ficaremos famintos
Se suportarmos que continuem nos roubando
Queremos deixar bem claro que são apenas vidraças
Que nos separam deste bom pão que nos falta.
Considerando que os senhores nos ameaçam
Com fuzis e canhões
Nós decidimos, de agora em diante
Temeremos mais a miséria que a morte.



Considerando que existem grandes mansões
Enquanto os senhores nos deixam sem teto
Nós decidimos: agora nelas nos instalaremos
Porque em nossos buracos não temos mais condições de ficar.
Considerando que os senhores nos ameaçam
Com fuzis e canhões
Nós decidimos, de agora em diante
Temeremos mais a miséria do que a morte.



Considerando que está sobrando carvão
Enquanto nós gelamos de frio por falta de carvão
Nós decidimos que vamos toma-lo
Considerando que ele nos aquecerá
Considerando que os senhores nos ameaçam
Com fuzis e canhões
Nós decidimos, de agora em diante
Temeremos mais a miséria do que a morte.



Considerando que para os senhores não é possível
Nos pagarem um salário justo
Tomaremos nós mesmos as fábricas
Considerando que sem os senhores, tudo será melhor para nós.
Considerando que os senhores nos ameaçam
Com fuzis e canhões
Nós decidimos: de agora em diante
Temeremos mais a miséria que a morte.



Considerando que o que o governo nos promete
Está muito longe de nos inspirar confiança
Nós decidimos tomar o poder
Para podermos levar uma vida melhor.
Considerando: vocês escutam os canhões
Outra linguagem não conseguem compreender
Deveremos então, sim, isso valerá a pena
Apontar os canhões contra os senhores!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Trabalhadores/as em Educação paralisam principais corredores de trânsito do estado!!




O ‘Dia D’ da greve dos/as trabalhadores/as em educação de Minas Gerais fechou os principais corredores de trânsito de todo o estado, e logo após a manifestação em Belo Horizonte, uma comissão do Sind-UTE/MG se reuniu com o secretário adjunto de Estado de Educação, João Filocre, em seu gabinete. Os diretores do Sind-UTE/MG apresentaram a principal reivindicação da categoria (implantação do Piso Salarial) e solicitaram, em caráter de urgência, uma reunião com a Secretária de Educação, Vanessa Guimarães, e com o governador Antônio Augusto Anastasia.

Durante toda a tarde, os/as servidores/as estaduais ocuparam as BR’s em protesto ao não-cumprimento do governo ao não pagar o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) de R$ 1.312,85, para jornada de 24 horas.

Simultaneamente, as atividades aconteceram em todas as regiões do estado, coordenadas pelas subsedes do Sind-UTE/MG. Em Belo Horizonte, cerca de 500 trabalhadores/as fecharam os dois lados da MG-10, em frente à sede administrativa do governo de Minas Gerais.

Confira, a seguir, como foi a paralisação das avenidas nas outras regiões do estado:

· Sul de Minas: BR-381 interditada, na altura de Carmo da Cachoeira. A BR ficou por 2 horas paralisada.

· Triângulo Mineiro: BR-50 interditada, entre Uberlândia e Araguari, por 1 hora.

· Vale do Aço: BR-381 interditada, em Ipatinga, por 30 minutos.

· Norte de Minas: Paralisação no Centro de Montes Claros.

· Centro-Oeste: BR-381 interditada, na altura de Carmópolis de Minas.

· Zona da Mata: A paralisação aconteceu na BR-116, na altura da cidade de Além Paraíba. A interdição durou 1h30min.

Na próxima quinta-feira (29/4), às 14 horas, acontecerá a Assembleia, que definirá os rumos da greve. A atividade será realizada no Pátio da Assembleia Legislativa.

fonte: SindUTE

terça-feira, 27 de abril de 2010

ELEIÇÕES CUBANAS - Livres e diretas!!


Quem se alimenta unicamente das informações que aparecem na televisão ou nos jornais da grande imprensa pode não saber, mas a ilha de Cuba está vivendo mais um de seus processos eleitorais, que acontecem a cada dois anos e meio. São as eleições para as Assembléias Municipais de Poder Popular, democracia direta, na qual cada pessoa do bairro ou da localidade vota no seu representante. Aquele ou aquela que ali vive e viverá, levando para o poder central as demandas daquele lugar. Nesse tipo de eleição, o protagonista é o povo e a lógica da democracia representativa não tem lugar. Parece não haver espaço para a compra de votos nem para falcatruas de gente que engana o povo com promessas falsas. Os candidatos são escolhidos por seus vizinhos, o voto é secreto, livre e o escrutínio é público. Quem cuida das urnas são as crianças, coisa única no mundo.

Desde o dia 15 de fevereiro iniciaram as inscrições de eleitores que acontecem sempre sob a coordenação de Comissões Eleitorais Locais. Ou seja, a lista de votantes é feita pela gente do lugar e afixada nos pontos de maior circulação. Qualquer erro ou problema é logo corrigido e a pessoa têm a chance de acompanhar tudo de perto. O voto em Cuba não é obrigatório. Feitas as inscrições de votantes, começam os comícios nos bairros e comunidades rurais. É neles que despontam os candidatos que, no mais das vezes, já são aqueles que trabalham e estão inseridos no dia-a-dia das demandas das comunidades. Segundo a lei cubana, uma localidade precisa ter sempre mais de um candidato. Não há eleições com candidatos únicos, por isso, a disputa é sempre grande. Os comícios reúnem milhares e a escolha dos delegados locais é feita nas assembléias públicas. Para se eleger o candidato ou candidata precisa alcançar mais de 50% dos votos. Depois, os eleitos precisam prestar contas periodicamente aos seus eleitores e podem ter seus mandatos revogados a qualquer momento se o povo assim decidir.

Outra coisa interessante no processo cubano é que os delegados eleitos para as Assembléias de Poder Popular não recebem nada por isso e muito menos precisam gastar fortunas para serem candidatos. Em Cuba não há campanhas eleitorais nos moldes que vivemos no Brasil, por exemplo. Lá, é da responsabilidade das Comissões Eleitorais a exposição das fotos e da biografia dos candidatos. Até o dia 27 de março, em mais de 15 mil localidades deverão acontecer 41.500 assembléias públicas, que definirão os seus delegados. A votação será no dia 17 de abril e estes delegados farão parte, depois, do Conselho Nacional.

Ramona Curbelo é delegada da comunidade de Gastón desde 1976. Ganhou sua primeira eleição quando tinha 18 anos, foi a mais jovem já eleita e a segunda mulher a exercer esse cargo no país. Entrevistada pelo jornalista Pastor Batista Valdés, ela fala destes 26 anos dedicados à comunidade e ao país e a sua relação com a gente que a elegeu. "Quando estou movendo céus e terras para resolver algum problema da comunidade, são os meus eleitores que mais se ocupam da minha casa. Eles a limpam, lavam a roupa e me trazem comida para que eu não tenha que cozinhar". Pastor então pergunta como ela pode exercer seu mandato com tantas dificuldades materiais. "Com a minha capacidade pessoal e a inteligência do povo. É incrível o que se pode conseguir com a sabedoria da comunidade. Também temos relações com as empresas mas sobretudo temos sinceridade com a população. Além disso, rendemos contas da nossa gestão".

Enquanto isso, o governo dos "guardiões da democracia", liderado por George Bush, liberou mais de 15 milhões de dólares para financiar oficialmente as atividades dos chamados dissidentes cubanos que vivem nos Estados Unidos. Segundo documento assinado pelo presidente estadunidense e que veio a público em 6 de maio de 2004, isso é só " uma pequena parte dos recursos que serão usados para por fim rapidamente ao regime cubano, para fazer surgir uma Cuba livre". Pois é. É o mesmo cara que ganhou uma eleição fraudada e que se arvora no direito de mandar embora os sírios do Líbano enquanto acossa os iraquianos com uma invasão criminosa. Quem, em sã consciência, pode dar qualquer crédito a um homem desses? Quem pode querer esta democracia?

Por elaine tavares - OLA/UFSC

RIMAS DA LIBERTAÇÃO

video

sábado, 24 de abril de 2010

www.twitter.com/comitepopular


Caros companheiros, na intenção de divulgar nossas ações e nos articular internacionalmente com diversas organizaçãos populares e socialistas, criamos o twitter do Comitê.
Entrem e divulguem: twitter.com/comitepopular

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Audiencia pública - BR 440



O setor de moradia do Comitê Central Popular esteve presente na audiência publica realizada em 21/04, para discutir a BR 440.
Das 35 inscrições,de inumeras entidades, professores, técnicos e sociedade civil ali presentes, todas foram contrárias à construção da BR. A representante do poder público municipal foi a secretária de meio ambiente, Sueli Reis, que defendeu que a construção da BR não causará danos ao Meio Ambiente!!

O projeto conseguiu liberação de verba pala influência do Virgílio Guimarães, como deputado federal do PT, que nesta ocasião, elogiou o Custódio Mattos.

A verdade é que são dois projetos, o inicial na região da cidade alta e o segundo, ainda sem verba, para a região do Mariano Procópio e proximidades.

Além de todas as ilegalidades, todas as violações ao Direito ao Meio Ambiente ecologicamente equilibrado, frente à todas as denuncias do descabimento do projeto no que tange ao trafego nas regiões atingidas, só no bairro São Pedro 150 famílias serão atingidas diretamente!!

Todos sabemos que enorme déficit habitacional da cidade, da falta de politicas publicas de moradia e infra-estrutura, tal projeto expulsará centenas de familias por onde passar.
Para onde irão estas familias?
Serão incluidas no projeto deficitario e problematico Minha Casa minha Vida??
Esta é mais uma das perguntas ainda não respondidas.

Pela toda falta de democracia e interesse publico, denunciamos esta construção absurda em nossa cidade.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Manifestações contra Belo Monte em todo o país



Hoje (20/4) atingidos por barragens, militantes de movimentos sociais, indígenas e ambientalistas, além de trabalhadores urbanos e de pastorais sociais realizaram protesto em 7 capitais e na capital federal contra a construção da usina Hidrelétrica de Belo Monte. Atingidos por barragens de Tocantins e Goiás se mobilizaram em Brasília.

Ao analisar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) temos a impressão de sermos devolvidos ao século XIX. É a mesma mentalidade que vê a natureza como mera reserva de recursos, base para alavancar projetos faraônicos, levados avante a ferro e fogo, dentro de um modelo de crescimento ultrapassado que favorece as grandes empresas à custa da depredação da natureza e da criação de muita pobreza. Este modelo está sendo questionado no mundo inteiro por desestabilizar o planeta Terra como um todo e mesmo assim é assumido pelo PAC sem qualquer escrúpulo. A discussão com as populações afetadas e com a sociedade foi pífia. Impera a lógica autoritária; primeiro decide-se depois se convoca a audiência pública. Pois é exatamente isto que está ocorrendo com o projeto da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu no Estado do Pará.

Tudo está sendo levado aos trambolhões, atropelando processos, ocultando o importante parecer 114/09 de dezembro de 2009, emitido pelo IBAMA (órgão que cuida das questões ambientais) contrário à construção da usina, a opinião da maioria dos ambientalistas nacionais e internacionais que dizem ser este projeto um grave equívoco com consequências ambientais imprevisíveis.

O Ministério Público Federal que encaminhou processos de embargo, eventualmente levando a questão a foros internacionais, sofreu coação da Advocacia Geral da União (AGU), com o apoio público do Presidente, de processar os procuradores e promotores destas ações por abuso de poder.

Esse projeto vem da ditadura militar dos anos 70. Sob pressão dos indígenas apoiados pelo cantor Sting em parceria com o cacique Raoni foi engavetado em 1989. Agora, com a licença prévia concedida no dia 1º de fevereiro, o projeto da ditadura pôde voltar triunfalmente, apresentado pelo Governo como a maior obra do PAC.

Neste projeto tudo é megalômano: inundação de 51.600 ha de floresta, com um espelho d'água de 516 km2, desvio do rio com a construção de dois canais de 500m de largura e 30 km de comprimento, deixando 100 km de leito seco, submergindo a parte mais bela do Xingu, a Volta Grande e um terço de Altamira, com um custo entre 17 e 30 bilhões de reais, desalojando cerca de 20 mil pessoas e atraindo para as obras cerca de 80 mil trabalhadores para produzir 11.233 MW de energia no tempo das cheias (4 meses) e somente 4 mil MW no resto do ano, para por fim, transportá-la até 5 mil km de distância.

Esse gigantismo, típico de mentes tecnocráticas, beira a insensatez, pois, dada a crise ambiental global, todos recomendam obras menores, valorizando matrizes energéticas alternativas, baseadas na água, no vento, no sol e na biomassa. E tudo isso nós temos em abundância. Considerando as opiniões dos especialistas podemos dizer: a usina hidrelétrica de Monte Belo é tecnicamente desaconselhável, exageradamente cara, ecologicamente desastrosa, socialmente perversa, perturbadora da floresta amazônica e uma grave agressão ao sistema-Terra.

Este projeto se caracteriza pelo desrespeito: às dezenas de etnias indígenas que lá vivem há milhares de anos e que sequer foram ouvidas; desrespeito à floresta amazônica cuja vocação não é produzir energia elétrica mas bens e serviços naturais de grande valor econômico; desrespeito aos técnicos do IBAMA e a outras autoridades científicas contrárias a esse empreendimento; desrespeito à consciência ecológica que devido às ameaças que pesam sobre o sistema da vida, pedem extremo cuidado com as florestas; desrespeito ao Bem Comum da Terra e da Humanidade, a nova centralidade das políticas mundiais.

Se houvesse um Tribunal Mundial de Crimes contra a Terra, como está sendo projetado por um grupo altamente qualificado que estuda a reinvenção da ONU sob a coordenação de Miguel d'Escoto, ex-Presidente da Assembléia (2008-2009) seguramente os promotores da hidrelétrica Monte Santo estariam na mira deste tribunal.

Não queremos que se realizem as palavras do bispo Dom Erwin Kräutler, defensor dos indígenas e contra Belo Monte: "Lula entrará na história como o grande depredador da Amazônia e o coveiro dos povos indígenas e ribeirinhos do Xingu".

Texto de Leonardo Boff, representante e co-redator da Carta da Terra.

A função social do jornalismo



Juiz de Fora possui população de aproximadamente 550 mil habitantes, constata-se que 14% de sua população, ou seja, 75 mil habitantes sobrevivem com menos de um salário mínimo. No município, segundo dados do CCP/UFJF (2010) cerca de 40% dos juizforanos sofrem com o déficit habitacional na cidade, determinando a seguinte situação:
Existem 200 áreas de ocupação subnormal, onde há carência de água, esgoto, energia elétrica e irregularidade fundiária;
• 240 áreas de moradia irregular ou ilegal sendo que 87 são consideradas áreas de ocupação subnormal situação onde habita 30 mil pessoas (13%) da população de Juiz de Fora ;
Cerca de 70% das pessoas habitam áreas conhecidas como Áreas de Especial Interesse Social, caracterizadas por apresentar carência nas condições de infra-estrutura. Destaca-se que tais áreas tiveram um crescimento de 60% no período de 1996 e 2006;A situação de moradia e de pobreza da região vincula-se, também, à existência de população em situação de rua. Revela-se assim a face de um processo excludente das relações sociais, visto que:
“A vinculação entre pobreza e população de rua pode ser percebida no debate teórico de ambas temáticas. São realidades que, de certa forma, fundem-se. A pobreza se expressa na condição de vida da população de rua e esta, por sua vez, pode ser apontado como segmento social que vivencia mais proximamente as consequências deste mesmo processo de empobrecimento”. (AMAC/ Intecoop/ SEDETEC/ UFJF, 2007:11)

Estudo realizado pela Associação Municipal de Assistência Comunitária e Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da UFJF junto a 745 habitantes em condição de rua revela o perfil dos homens e mulheres que ali sobrevivem. Constatou-se que dos entrevistados 590 são negros e pardos (auto-declarantes), isto é, quase 80% da amostra entrevistada. A composição branca, por sua vez, refere-se a 20% da população em situação de rua.



Fonte: documento elaborado pela UFJF, em 15/04/2010
Imagem adaptada de:http://celeuma.blogdrive.com/

domingo, 18 de abril de 2010

MST na Zona da Mata mineira

Por Jani de Souza, Olívia Costa Prates, Paula Duarte, Solléria Menegati e Talitha Évely

Há 14 anos, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) havia ocupado a fazenda Macaxeira, em Eldorado dos Carajás, no estado do Pará. E para pressionar o governo estadual a atender suas reivindicações, organizaram uma marcha pacífica em direção à capital, Belém. Aproximadamente 2500 trabalhadores, oriundos dessa ocupação participavam. No caminho, construíram uma barreira na estrada, na rodovia PA-150 (ou curva do S, como é conhecida popularmente).

Os trabalhadores interditaram a estrada e exigiam alimentos e transporte, em negociação com a Polícia Militar, que acompanhava a marcha. Cerca de 150 policias militares, armados, investiram brutalmente contra os manifestantes, desarmados e indefesos. No local, 19 sem-terras foram mortos e 69 feridos. Posteriormente, mais três faleceram devido a ferimentos graves. Ainda hoje, os sobreviventes carregam traumas psicológicos decorrentes deste massacre.

Na época uma equipe de TV local registrou o fato, que ganhou repercussão internacional. O Massacre do Eldorado dos Carajás (1996) deixou uma marca na história nacional, ao lado do Massacre do Carandiru (1992) e da Chacina da Candelária (1993), sendo considerada uma das ações policiais mais violentas do Brasil. O então presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) mandou desocupar a fazenda Macaxeira e instalar o assentamento. Estruturado e organizado, este assentamento agora é referência das ações do MST.

Para honrar os mortos do massacre, a Via Campesina instituiu o dia 17 de abril como dia internacional da luta camponesa. Em 2002, no Brasil, passou a ser conhecido como o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária, no qual se intensificam as ocupações em terras improdutivas. Em memória dos companheiros, o mês de abril ficou conhecido como “Abril Vermelho”.
Em Minas Gerais, as ações foram antecipadas. No dia 25 de março, no município de Goianá – Zona da Mata, próximo à cidade de Juiz de Fora, a fazenda Fortaleza de Santana foi ocupada por manifestantes sem-terras, apoiados por universitários e sindicalistas.

O integrante do MST, Daniel Mancio, considera este acampamento um marco, porque “trata-se de uma das maiores fazendas de escravos da região, com cerca de 4 mil hectares de terras e um histórico de degradação ambiental e exploração do trabalho dos camponeses”.

Segundo Daniel, uma ocupação não surge sem motivos concretos. Ela vem da articulação política com outros movimentos sociais da cidade e do campo, que vão garantir as estruturas do acampamento e sua segurança. Há sempre o mapeamento da região, o reconhecimento da terra. Quando sai o laudo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) confirmando a improdutividade de algum latifúndio, essa terra torna-se legalmente passível de ocupação. E o Incra negocia e compra o latifúndio para destiná-lo a reforma agrária.

De acordo com Adília Sozzi, também integrante do MST e do Comitê Central Popular (CCP), a ação em Goianá vem sendo pensada há mais de três anos. Assim que saiu o relatório do Incra, a ocupação começou a se articular e tornou-se efetiva em março de 2010, quando 150 pessoas ocuparam a fazenda.

Neste local, há áreas de preservação ambiental e cerca de 30 famílias vivem como colonos. Atualmente, a ocupação conta com a presença de mais 50 famílias. Quanto à logística do acampamento, há uma organização para todas as tarefas. Foram criadas comissões para cuidar da alimentação, da construção de barracas, banheiros, cuidado com as crianças. A preservação da área é um dever de todos. Há também uma cozinha comunitária onde os acampados sempre se reúnem durante as refeições. Para Adília, é “a representação do povo tomando as rédeas da história do Brasil.”

E foi neste contexto histórico que o dia 17 de abril foi lembrado na Zona da Mata mineira. No centro de Juiz de Fora, o MST junto ao CCP, sindicatos e universitários manifestaram - se pacificamente distribuindo panfletos e conversando pessoalmente com a população sobre as ações dos sem-terra na região. Sementes foram distribuídas como forma de relembrar o povo de que a terra pertence a quem nela quer trabalhar. Uma verdadeira celebração da luta pela soberania alimentar e igualdade de condições de vida.



Greve dos professores do estado de Minas e Seminário Sindical




Desde o dia 08 de abril mais de 7.000 professores estaduais estão em GREVE, reivindicando condições dignas de emprego e salário, já que nem o salario-minimo nacional é respeitado pelo governo elitista do Aécio Neves (PSDB).
Durante este período de greve, foi realizado dia 17/04, em Juiz de Fora, um Seminário Sindical, para avaliar a situação da classe trabalhadora e quais são os rumos a se tomar. Foi um importante espaço de construção do projeto da classe trabalhadora frente ao desfacelamento da direção da CUT.

Mais noticias sobre a greve:
www.ucdiariodaclasse.blogspot.com

quinta-feira, 15 de abril de 2010

ABRIL VERMELHO EM JUIZ DE FORA E REGIÃO




ABRIL VERMELHO EM JUIZ DE FORA

Pará, 17 de abril de 1996. Após diversos apelos sobre a necessidade de uma urgente reforma agrária, cerca de 1.500 pessoas partem, em marcha, de Marabá a Belém. No trajeto, decidem fechar a rodovia federal pela qual transitavam. Prontamente a polícia chega ao local e um acordo se estabelece: os manifestantes liberariam a via assim que ônibus chegassem e os levassem a Belém.

De um acordo pacífico, pouco tempo depois passaríamos a uma catástrofe. Cerca de 200 policiais, armados e sem identificação, chegariam dos dois lados da rodovia e encurralariam os manifestantes. Em meio a bombas de gás lacrimogêneo, tiros certeiros e uma ação bem coordenada – que visava matar os líderes do movimento –, os militantes defenderam-se como puderam. O resultado não poderia ser diferente: 19 mortos, aos quais, dias depois, somar-se-iam mais três mortos, feridos em combate.

Este triste episódio ficou conhecido como o Massacre de Eldorado dos Carajás.

Em que pese todas mortes (algo sem preço), a repercussão nacional e internacional levou à desapropriação da fazenda da Macaxeira (hoje assentamento-modelo do MST e reivindicação da época), e deu surgimento ao dia internacional da luta pela Reforma Agrária e expôs a latente e aberta cicatriz da situação desigual no campo.

Para denunciar a desigualdade do campo e não esquecer de sua história, o MST, todo mês de Abril, intensifica suas ações, ocupando terras improdutivas na Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária realizada em memória aos companheiros mortos no massacre.

Mas, quem é o MST? Um dos maiores movimentos sociais do mundo, reunindo trabalhadores e trabalhadoras rurais que não possuem acesso à terra. Assim, prezando pela soberania nacional, pelo patrimônio coletivo e pela sanidade ambiental, o MST defende o acesso à terra de tod@s aqueles que nela trabalham, procurando estabelecer um uso social e mais racional desta – uso, este, que deve atender, primordialmente, à soberania alimentar.


Diante de tudo isso, os trabalhadores e trabalhadoras rurais do MST e de outros movimentos sociais optamos por não se calar. Nós dos Movimentos Populares comprometidos com o Projeto Popular para o Brasil, tomam como agenda intensiva de LUTA o mês de abril, considerado por nós o Abril Vermelho.

Cientes da importância da chegada definitiva do MST em nossa região, nosso abril começa com uma atividade no calçadão, para dialogarmos com a sociedade sobre os 25 anos do MST, suas ações na região e discutirmos a criminalização dos Movimentos Sociais.


Assim, convidamos a todos os amigos e amigas do MST a estarem presentes.


DIA: Sábado, 17 de abril de 2010.

HORA: 10h da manhã.

LOCAL: em Frente ao Banco do Brasil, centro, Juiz de Fora.




Seu apoio é fundamental para a transformação social popular!!!

Construtores: Sind-UTE, SINPRO, Cáritas, Sind-metal, Sind-texteis, Sindicato dos Bancários, APESJF, DCE, MST, Via Campesina,Assembléia Popular, Comitê Central Popular, Sindicato dos Correios,CUT, Oposição Cutista, SINSERPU, Unibairros.

Foto da atividade:

domingo, 11 de abril de 2010

Homenagem a Antônio Ventura

Hoje, dia 11/04, houve uma grande confraternização no acampamento Denis Gonçalves. Diversos moradores de Juiz de Fora, militantes da Luta por Moradia Urbana se uniram aos acampados do MST, para juntos compartilharmos da história de luta do nosso companheiro Toninho.

Na aliança campo-cidade, destacamos a articulação entre sindicatos, pastorais e movimentos populares, comungando da mesma estratégia de luta contra a perversidade do capitalismo, na construção permanente do Projeto Popular para o Brasil.

Assim afirmamos: "Por nossos companheiros que se foram, nem um minuto de silêncio, mas toda uma vida de luta"



sexta-feira, 9 de abril de 2010

História do MST na região de Juiz de Fora




No ano de 1997, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, fizeram uma grande “Marcha Nacional por Reforma Agrária, Emprego e Justiça”. Passaram em centenas de cidades brasileiras, entre elas Juiz de Fora.

Este momento foi muito importante para a região, visto que várias sementes foram semeadas, elevando o grau de consciencia de diversas organizações politicas, integrando e articulando esssas diversas organizações e abrindo as portas da Universidade Federal de Juiz de Fora aos trabalhadores, rompendo as cercas do conhecimento.

Desde então, a Universidade e as organizações populares foram oxigenadas pela ação politica do MST, vários cursos, palestras e encontros foram feitas ao longo destes últimos 13 anos.

Assim, percebeu que as sementes haviam sido germinadas, e que a hora de fincá-las em solo firme havia chegado. Nos últimos 7 meses o MST visitou nossa cidade e os parceiros fortalecidos, para que juntos rompessemos mais uma cerca do latifúndio, que oprime e mata gerações de trabalhadores durantes os seculos.

No dia 25 de março esta ação conjunta foi realizada na Fazenda Fortaleza de Santana, em Goianá, onde fincamos definitivamente a bandeira do MST na nossa região.

Todos que comungam deste mesmo sonho de liberdade estão convocados assinar apoio e contribuir para as discussões, reafirmando que a luta pela Reforma Agraria é justa e necessária.

REFORMA AGRARIA: POR JUSTIÇA SOCIAL E SOBERANIA POPULAR